O acesso a educação, internet e escolas nas matrículas de 2021 no Brasil pós pandemia

Mais de dois terços das crianças brasileiras (68-78% dependendo do status socioeconômico) pesquisadas para o primeiro estudo abrangente sobre as experiências online das crianças brasileiras acreditam que elas sabem mais sobre a internet do que seus pais ou tutores, com mais da metade (53%) vivendo em famílias onde os adultos responsáveis por elas não são usuários da internet. A mudança foi tanta que agora também é possível fazer a rematrícula e burocracias escolares pelo sistema do Matrícula Digital 2021.

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Nos índices, esta é uma comparação gritante com as crianças de toda a Europa, onde apenas 28-46% relatam que sabem mais do que os seus pais sobre a internet, o que poderia comprometer os índices de matrícula para o próximo ano letivo, ainda mais se não houver melhoras na situação da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Estes são alguns dos resultados publicados hoje (segunda-feira, 25 de novembro) pela EU Kids Online, um projeto de investigação baseado na London School of Economics and Political Science (LSE).

O relatório utiliza dados da primeira onda do ICT Kids Online Brazil Survey sobre o uso online de crianças pelo Centro de Estudos sobre Tecnologias de informação e comunicação no Brasil, juntamente com pesquisas online anteriores da EU Kids para comparar experiências online de crianças europeias e brasileiras.

O acesso à internet como desafio para adaptação aos sistemas digitais de ensino

Os pesquisadores descobriram que as crianças em todo o Brasil e Europa revelam muitos padrões semelhantes de uso e atividades.

Ambos relatam casa e escola como os melhores lugares para acessar a internet: 60% Casa e 42% escola no Brasil, em comparação com 87% casa e 63% da escola na Europa. A rede Social é mais uma preocupação para as crianças brasileiras, no entanto, sendo a segunda razão mais popular para usar a internet para as crianças brasileiras, em comparação com as crianças na Europa que relatam jogos como sua segunda atividade preferida.

Ambos os grupos também expressam preocupações semelhantes sobre o risco: as duas experiências mais relatadas são pornografia e conteúdo agressivo/violeta, que é relatado por uma em cada cinco crianças pesquisadas no Brasil e na Europa. A próxima maior preocupação com a internet relatada por crianças brasileiras (10%) está relacionada com a conduta dos pares, no entanto, enquanto o conteúdo assustador (8%) foi a segunda preocupação mais relatada para as crianças europeias.

A análise também destaca áreas de diferença. As crianças brasileiras são provavelmente mais propensas a acessar a internet a partir de locais públicos como cibercafés, por exemplo (35% brasileiros contra 12% europeus), possivelmente com menos orientação como resultado. O acesso das bibliotecas públicas, no entanto, é muito mais popular na Europa (12%) do que no Brasil (4%).

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